Comissões que investigam Brumadinho buscam alinhamento

André Quintão (deputado estadual PT/MG), Sávio de Souza Cruz (deputado estadual MDB/MG), Domingos Sávio (deputado federal PSDB/MG), Bartô (deputado estadual Novo/MG), Beatriz Cerqueira (deputada estadual PT/MG), Rogério Correia (deputado federal PT/MG), Gustavo Valadares (deputado estadual PSDB/MG), Noraldino Júnior (deputado estadual PSC/MG), Júlio Delgado (deputado federal PSB/MG), Patrus Ananias (deputado federal PT/MG). Crédito fotos: Guilherme Bergamini/ALMG

Deputados das comissões parlamentares da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e da Câmara dos Deputados que investigam o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (Região Metropolitana de Belo Horizonte) reuniram-se, na manhã desta segunda-feira (3/6/19), para trocar informações sobre os trabalhos realizados até o momento.

André Quintão (deputado estadual PT/MG), Sávio de Souza Cruz (deputado estadual MDB/MG), Domingos Sávio (deputado federal PSDB/MG), Bartô (deputado estadual Novo/MG), Beatriz Cerqueira (deputada estadual PT/MG), Rogério Correia (deputado federal PT/MG), Gustavo Valadares (deputado estadual PSDB/MG), Noraldino Júnior (deputado estadual PSC/MG), Júlio Delgado (deputado federal PSB/MG)

O objetivo, segundo o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Barragem de Brumadinho, da ALMG, deputado Gustavo Valadares (PSDB), é unir esforços para garantir a punição dos responsáveis pela tragédia que matou ao menos 242 pessoas.

Assim como Gustavo Valadares, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), que representou a Comissão Externa Desastre de Brumadinho, da Câmara dos Deputados, defendeu que é necessário determinar até que grau hierárquico da Vale chega a responsabilidade. O presidente da CPI da ALMG disse que ainda não foi possível precisar isso. Rogério Correia, no entanto, afirmou que toda a diretoria da Vale sabia dos riscos e é culpada, incluindo o presidente da empresa na época do rompimento da barragem, Fábio Schvartsman.

O deputado federal chamou de “conluio” o contrato entre a Vale e a Tüv Süd, que forneceu o laudo de estabilidade da barragem que se rompeu. Ele afirmou, ainda, que é preciso estudar uma forma de impedir que a Vale continue minerando no Estado e preencher seu lugar com uma empresa que gere empregos e desenvolva a indústria com responsabilidade. “A Vale é predatória e só explora o minério para exportá-lo de forma bruta, deixando destruição e morte para trás. Isso tem que acabar”, declarou.